O machismo nosso de cada dia

temer ministerio

Quantas vezes você, mulher, já teve seu trabalho explicado por outra pessoa? Quantas vezes alguém se apropriou das suas ideias para falar em público? Quantos homens já interromperam a sua fala e explicaram de novo seus argumentos, como se você não tivesse sido clara e objetiva o suficiente? Quantas vezes você já ouviu que precisava se casar, ter filhos, formar uma família? Porque mulher de verdade quer ser mãe, mulher de verdade está disposta a abdicar da sua vida profissional em função da família, porque mulher de verdade não contraria seu marido na frente dos outros, porque mulher de verdade tem que se vestir de forma adequada.Leia mais »

Anúncios

Capítulo 3: “Girl, put your records on, tell me your favorite song. You go ahead, let your hair down.”

IMG_20150918_150709Em meio ao caótico trânsito do Vietnã, depois de atravessar as ruas mais movimentadas e, aparentemente, sem leis do mundo, me senti à vontade para pegar as bicicletas do hotel e ir à praia. Na verdade, eu não sei se era conforto e segurança ou preguiça extrema de ir andando (demoraria muito mais), e o calor era de matar, precisava de uma praia.

A bicicleta tinha uma cestinha linda e pouco ou nenhum freio, o banco não estava muito firme e a buzina era muito baixa para os padrões asiáticos (lá eles buzinam o tempo todo).Leia mais »

Capítulo 1: Voltar é foda

Instasize_0824194050

Foram 43 horas de viagem, contando tempo de voo e paradas em aeroportos. Foram 3 continentes nessas horas, longas horas. Imigração, passaporte na mão e uns 456 mini infartos a cada minuto que eu achava que tinha perdido o documento. Fiquei com uma dor bizarra na bunda e nas costas. Muito tempo sentada e depois de um mês viajando intensamente, achei que meu medo de avião tinha acabado. Até o primeiro aviso de turbulência chegando na Etiópia. As mãos suaram frio e passei outro cagaço. Pensava “até quando vou sentir esse medo toda vez que essa porra balançar? Não, isso não cai, não. É muito seguro”. Realmente é, realmente não caiu.Leia mais »

Sobre Uísque, porteiros e separações

4764_VelhasBebendo

Poucas coisas me fazem sair de casa no meio da madrugada usando pijamas e carregando uma garrafa de Jack Daniels na mão, mas naquela noite eu precisava fazer isso. Olhava pro relógio com uma vontade ligeira de chorar, porque sabia que teria que trabalhar dali a algumas horas, mas, porra, quando sua amiga de anos te liga no meio da noite, aos prantos, dizendo que o noivado acabou, meu amigo, levanta a bunda da cama e vai encontrar com ela. Pela sorte divina ela era minha vizinha, precisei andar feito a maluca do pijama com uísque apenas algumas quadras.Leia mais »